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2
mar 10

Você é uma pessoa equilibrada?

Fazia tempo que não tirava tão boas férias. Peguei minha mala e cuia e fiquei vinte dias descansando, quinze deles em uma fazenda beira-mar, ao lado de um lago maravilhoso, onde pude esquecer do computador, celular e toda essa rotina tecnológica.

O meu objetivo obviamente foi descansar e tirar da cabeça todos os compromissos e preocupações que nos deixam estressados no dia-a-dia. Foi uma mudança tão radical se comparada ao o que eu estava vivendo, que e isso me forçou invariavelmente a fazer algumas reflexões.

Refleti nas metas que alcancei. Mas também nas que não alcancei. Mas o mais importante foi de que forma eu procedi para fazer tudo isso, e foi exatamente neste ponto que eu considero que falhei.

Eu sempre digo que as coisas mais difíceis da vida são as mais simples. E toda essa conclusão que eu cheguei se resume a uma única palavra:

- Equilíbrio

Esta simples palavra diz muito sobre você, envolve tanta disciplina, personalidade, força de vontade, persistência, coragem, que eu arriscaria dizer que quase ninguém leva uma vida equilibrada e saudável.

Isso deveria ser tão importante para a vida de uma pessoa que deveria fazer parte do currículo. Imagine quanto isso poderia dizer a respeito de uma pessoa?

Neste ponto especifico dou muito crédito a Abilio Diniz, empresário de extremo sucesso, que atualmente tem participações nas empresas:

  • Pão de Açúcar
  • Extra
  • CompreBem
  • Sendas
  • Ponto Frio
  • Casas Bahia

Em seu livro, Caminhos e Escolhas, vemos uma pessoa extremamente equilibrada e preocupada com a sua saúde. Abilio nos seus 74 anos de idade, pratica esportes diariamente e se alimenta com perfeição, não é a toa que mantém seu corpo com 5% de gordura. Não deixa de fazer absolutamente nada, inclusive fuma fumava cigarros todos os dias. Sua mágica para tudo isso? Equilíbrio.

Abilio come pizza e toma chopp. Uma vez por semana, duas fatias e somente um chopp. Abilio fuma fumava cigarro todos os dias. Um! Após o jantar. Quais valores são necessários para uma pessoa ser assim? Vocês terão todas as desculpas do mundo, inclusive dizer que ele é um dos homens mais ricos do mundo e por isso consegue fazer isso.

“Pessoas que são boas em arranjar desculpas raramente são boas em qualquer outra coisa.” – Benjamin Franklin

Uma pessoa que leva uma vida equilibrada tem meu reconhecimento imediato, como pessoa e principalmente como profissional. Isso porque os valores para se atingir um equilíbrio não são conquistados facilmente.

Não existe uma formula mágica para ser uma pessoa equilibrada, acredito também que seria imprudente criar uma formula, pois certamente ela seria limitada.

É aí que entra o seu bom senso. Esta claro para todo mundo que levando uma vida mais saudável e equilibrada você terá melhorias em todos os pontos da sua vida, trabalho, família, amigos, esportes, saúde e etc.

Se a sua empresa precisa ser saudável, porque você não precisa?


1
fev 10

Trabalhe por um sonho e não por dinheiro

Desde pequeno minha mãe fez questão que meu irmão e eu fizéssemos esportes, meu tio tinha sido campeão de natação e essa influência era muito grande na minha família.

Eu me recordo que todos os dias nós íamos juntos para um pequeno clube chamado Hobby Sport. Lá passávamos a tarde inteira praticando atividades, que incluíam brincadeiras esportivas como vôlei, basquete, futebol, judô e natação. Eu adorava. Era o momento mais feliz do meu dia. E do dia dos meus pais que podiam descansar um pouco.

Mas chegou um dia que eu cansei, chamei minha mãe e disse que não queria mais fazer tudo aquilo, somente natação. Minha mãe foi uma visionária, me colocou dentro do carro e me levou no melhor clube de São Paulo, o Esporte Clube Pinheiros, chegando lá eu fiz um teste.

E não passei.

Rodei a cidade inteira fazendo testes e fui recusado em cada um deles. Eu já tinha doze anos, e por incrível que pareça, estava tarde para entrar na natação competitiva.

Mas em um deles, a conversa foi diferente. Aleluia, né? Se não esta seria a pior estória sobre persistência que vocês já ouviram.

Durante o teste, fiz tudo que a técnica mandou, nadei crawl, costas, peito e borboleta, e quando terminei ela não mediu palavras.

— O seu crawl é aceitável, o resto dos seus estilos estão uma porcaria. Eu vou te dar três meses para você melhorar, caso contrário, você vai ter que sair.

No meu primeiro dia de treino, não tinha óculos ou sequer uma touca. Nos primeiros trinta minutos, eu não aguentava mais colocar a cabeça na água de tanto que meus olhos ardiam, saí de lá com os olhos vermelhos e a visão toda embaçada, mas no dia seguinte, lá estava eu, de touca e óculos pronto para mais um treino.

Os treinos variavam de 3 a 4 quilômetros por dia. Eram tão puxados e cansativos que eu passava o dia inteiro dolorido e exausto.

Um certo dia, uma parte do nosso treino era focado em viradas, lembro que minha técnica assobiou, me corrigiu na minha forma de fazer a virada. Eu repeti e ela me corrigiu novamente. Novamente eu repeti e novamente ela me corrigiu. Irritada, parou a equipe inteira, por volta de umas trinta ou quarenta pessoas, e me pediu que realizasse a virada sozinho. Todas as vezes que eu fazia, ela pedia que eu repetisse, isso se repetiu umas vinte vezes e o treino só retomou depois que eu acertei a virada.

Na hora eu fiquei irritado e morrendo de vergonha. Mais tarde eu entendi o propósito da lição. Eu nunca mais errei uma virada na minha vida e a minha virada se tornou uma das melhores da equipe.

Três meses passaram e eu continuei, no final do ano, sem ter faltado um dia no treino sequer, fui campeão paulista e ainda ganhei o prêmio de atleta revelação.

Não demorou muito para eu chegar no Pinheiros. Que não é o melhor a toa. Os treinos eram extremamente puxados, eu nadava duas vezes ao dia, de segunda a sábado. Começava de madrugada, das 5 às 6:30, a tarde, das 4 às 5 tinha preparação física, e das 5 às 7:30 era o treinamento principal na água. Eu nadava em média média 12 a 14km por dia.

Isso equivale a todos os meses ir e voltar nadando para Piracicaba. Ou ao final de um ano nadar até Manaus.

Uma vez por semana tínhamos uma sessão com uma psicóloga especialista em esportes e atletas, e todos os dias eu seguia uma dieta bem rígida de 8mil calorias.

O meu técnico era o atual técnico da seleção Brasileira, e durante os treinos, estavam ao meu lado, campeões brasileiros, mundiais e até medalhistas olímpicos, como Gustavo Borges.

Certa vez eu estava participando de um campeonato internacional na Argentina. Depois de seis meses de treinamento específicos para este campeonato, eu estava muito bem preparado, numa das minhas melhores formas.

Já havia ganho 3 medalhas nas provas que havia nadado e eu realmente estava arrepiando. Mas ainda estava por vir minha a melhor prova, os 200 medley. Ali era minha especialidade, a minha casa, eu tinha plena certeza e confiança que eu ganharia. Na minha cabeça, meu único adversário naquela prova era o relógio. E eu não decepcionei, ganhei com uma boa vantagem. Mas quando o resultado saiu, dizia que eu havia feito um movimento errado e fui desclassificado, perdi a medalha de ouro e seis meses de treinamento.

Os meus melhores resultados vieram naquele clube, subi ao pódio em campeonatos regionais, nacionais e internacionais.

Mas eu só fui perceber que a natação tinha sido tão importante na minha vida, quando iniciei minha vida profissional e fui conhecendo empresas e pessoas.

Não foram poucas pessoas que eu conheci que tinham uma excelente formação acadêmica, com MBA, mestrado e até doutorado. Mas com pouca bagagem de vida e pouca experiência.

Eu comecei a trabalhar com 18 anos, mas antes disso, a natação já havia me ensinado uma serie de coisas, que eu vi que um monte de pessoas por aí não tinham aprendido:

  • A trabalhar em equipe.
  • A ser persistente
  • Ter disciplina.
  • A saber errar e receber uma crítica construtiva.
  • A não desistir.
  • A ter metas e foco.

Fui atleta profissional e conheci centenas de pessoas, também fui graduando e conheci outras centenas de pessoas. Dez anos mais tarde, vendo o resultado de todas elas, os mais expressivos e em maior quantidade vieram de pessoas da natação e não da universidade, por quê?

Faz quase vinte anos que uma formação acadêmica não é garantia de emprego, nem de bom profissional, por sinal, os piores candidatos a vaga que tive nas minhas empresas, tinham uma excelente formação acadêmica, e por incrível que pareça, os melhores nem formados eram.

Existem pessoas que jogam 4 ou 5 anos de sua vida no lixo, em uma faculdade, fazendo o mínimo esforço possível somente para passar, e ainda acham que estão ganhando um diploma, será?

Um atleta consegue ter todas aquelas características por um sonho. Ao terminar sua vida de atleta, ele certamente escolherá a segunda coisa que mais gosta no mundo. Por isso ele consegue manter o pensamento positivo e se esforçar mais do que todos.

Os seus resultados são mensurados pelo seu esforço e dedicação, esqueça um pouco o que a sociedade pré-estabeleceu como regra, se você se esforçar mais do que tudo neste mundo, simplesmente não tem como dar errado.


25
jan 10

1 podcast, 6 meses, 20mil ouvintes

Muito depois de ter entrado na era da música digital, acabei comprando meu primeiro iPod, o que me fez um dia conhecer os famosos podcasts. Aqueles programas que são gravados e disponibilizados na internet para as pessoas ouvirem quando e onde preferirem.

Eu escutava podcasts antes de dormir, em viagens e principalmente em aviões, onde você tem alguns centímetros quadrados para não enlouquecer até chegar ao destino, então uma boa lista de podcasts era diversão garantida.

Eu escutava muitos podcasts de tecnologia, tanto nacionais, quanto internacionais. Foi então que a ideia de criar um podcast foi amadurecendo. Um dos maiores fatores que me bloqueava de fazer um era a privacidade, mas acabei resolvendo isso de um jeito fácil.

Dividi a culpa! Convidei pessoas bastante estratégicas para fazer comigo. Chamei o Rodrigo Stulzer, co-fundador da Conectiva e amante de tecnologia. E uma alma feminina, Françoize Terzian, uma bem sucedida jornalista de tecnologia e negócios. Fiz o convite, todos gostaram e a partir dali tudo começou.

Inventei um nome que fosse fácil de lembrar, o domínio http://ticktack.com.br estava livre, e aí nasceu o TickTack. Preparei um blog e criei um logo, que ficou horrível por sinal, arrumei um template para a cara do site e deixei tudo pronto para quando tivéssemos o programa gravado. Criamos um Twitter e finalmente agendamos a gravação do nosso primeiro episódio.

Ao longo de uma semana definimos a pauta, fomos bastante detalhistas definindo o que cada um falaria, em qual ordem, por quanto tempo, etc. Haja organização, mas com o tempo tudo mudou, o que deixou o programa muito melhor, sinal de que estávamos bem entrosados.

Tive um trabalhão enorme para aprender como tudo funcionava, qual o melhor microfone, fone, quais programas utilizar, como ter uma boa qualidade de som, enfim. Aprendi o suficiente para fazer o primeiro programa se tornar realidade e assim foi. Um resultado lastimável!

Qualidade de audio terrível, um era mais alto que o outro, eco, ambientação, tudo de horrível aconteceu. A parte de edição dessa primeira vez levou aproximadamente duas horas, como deu trabalho! Era muito mais fácil todo mundo falar certinho, assim não precisaria editar tanto, mas isso estava longe da realidade.

Depois de toda gravação e edição, tinha o texto para publicar no blog, tínhamos que lembrar dos links e fotografias mencionados no programa, além disso criamos uma metodologia que informava para o leitor em qual momento falamos de qual assunto, assim o ouvinte poderia avançar diretamente para o recheio do bolo.

Finalmente o primeiro episódio foi ao ar. Nem me recordo como foi que divulgamos, mas sei que ganhamos alguns ouvintes, alguns vários comentários de incentivo e um enorme, gigantesco comentário extremamente crítico e agressivo. Foi uma verdadeira bomba. Nos primeiros segundos tivemos vontade de tirar tudo do ar, mas tinham outras pessoas que haviam adorado o programa, isso nos deu uma força bastante grande para ignorar o comentário e ir em frente.

O programa era quinzenal, falávamos as principais notícias do momento e em seguida entravamos em um tema principal. No primeiro episódio falamos basicamente das notícias e o iPhone 3G.

Já no segundo episódio, como eu estava em Vancouver, no Canadá, resolvemos não deixar de fazer o programa e gravei por lá mesmo, com microfone novo, foi ótimo! Falamos sobre Wi-Fi, WiMAX e 3G, foi covardia com o Rodrigo e a Fran, pois eu já sabia tudo de cor.

Desde o começo eu sempre tive vontade de chamar pessoas para nós conversarmos e entrevistarmos, como eu sou amigo do Aurélio Marinho Jargas (www.aurelio.net) e o Rodrigo é praticamente um pai para o menino, pedi que ele o convidasse para participar do nosso terceiro programa, falar sobre o Aurélio, e como ganhar dinheiro na internet. Ele topou e foi a grande sacada do podcast, a partir deste programa começamos a crescer de forma meteórica.

O programa foi um verdadeiro sucesso, éramos praticamente desconhecidos e com a força que o Aurélio tinha, pegamos um embalo e ganhamos uma penca de visitantes.
O episódio cinco foi outra grande oportunidade, foi um momento pós iPhone, onde estavam todos ouvindo muito sobre Android, porém vendo muito pouco. Foi na época que o Google lançou um concurso mundial, onde os três melhores aplicativos para Android receberiam uma série de incentivos além de um prêmio em dinheiro.

E não é que do mundo inteiro saiu um Brasileiro ganhador? Logo um grande amigo, não deu outra, convidei, ele aceitou e assim nasceu o programa, entrevista com o Brasileiro que ganhou o concurso do Google, outro sucesso de bilheterias.

Depois no episódio 7, entrevistamos o Augusto Campos, fundador de dois dos maiores blogs do país, o br-linux.org e o efetividade.net, esse programa também foi muito divulgado e ouvido. Nos aprofundamos na mágica de criar blogs de tanto sucesso e como seria possível ganhar dinheiro com isso. Segundo Augusto, ele ganha mais dinheiro com os blogs do que com o seu emprego atual.

Quando iniciei minha carreira eu era uma grande admirador da Conectiva, tentei trabalhar algumas vezes lá, mas nunca deu certo. Um dia questionei o Stulzer porque ele nunca havia escrito um livro sobre a Conectiva. Além de escrever muito bem, tem um senso crítico muito apurado, tenho certeza que ninguém melhor do que ele para fazer este trabalho. Até hoje ele não escreveu este bendito livro, mas a minha curiosidade eu matei em uma entrevista no podcast, e foi este o best seller dos nossos episódios.

Essa entrevista foi tão boa, que durou uma hora e meia e acabou gerando dois episódios. Postamos o primeiro imediatamente, e em mais quinze dias lançamos a parte dois, e novamente o site explodiu de acessos.

Neste momento, o TickTack tinha aproximadamente seis meses de vida e já tinha um sucesso brutal, diversas pessoas conheciam, já tinhamos fãs e ouvintes de carteirinha que sempre estavam ali. Cada vez mais o conteúdo e a qualidade do programa melhorava.

Depois do nosso episódio killer, começamos a perder alguns prazos, eu comecei a ficar preocupado com o tempo que estava investindo, a Fran oficialmente pediu para sair, o Stulzer estava disposto a continuar, mas eu desisti e definitivamente o TickTack hibernou.

Foi uma lição para todos nós. Quem diria que iniciaríamos um podcast e depois de seis meses, com 13 programas gravados, eles teriam sido ouvidos mais de 20mil vezes! Tínhamos a ambição de transformar o TickTack em um projeto rentável, mas nunca aconteceu.

Mas recentemente tudo mudou quando eu li um livro, indicado pelo meu amigo Miguel Cavalcanti, Crush It!, do Gary Vaynerchuk, que transformou um negócio de vinhos de 4 milhões de dólares, em um negócio de 50 milhões de dólares em cinco anos, graças ao seu talento, mas também ao uso de ferramentas como blog, vídeo, twitter e facebook.

É exatamente por isso que eu estou retomando o TickTack, em vídeo ao invés de áudio, no mesmo formato que o podcast e mantendo os convidados. Já temos o domínio, câmera, tripés, iluminação, estúdio e etc, falta terminar o site, concluir a vinheta e estaremos prontos!

Você leitor, tem alguma sugestão de convidado interessante, que esteja relacionado com internet, tecnologia ou negócios?


20
jan 10

Uma pequena entrevista sobre Blogs

Um dos coordenadores do departamento web da Vex, Vinicius Bufoni – @bufoni, faz pós-graduação e recentemente um de seus trabalhos foi focado em Blogs. A seu convite, respondi algumas perguntas que foram gravadas em vídeo:


18
jan 10

Entre Designers e Programadores

Um pouco antes da internet aparecer no Brasil eu era um frequentador de BBSs, um serviço de dados prestado via linha telefônica, onde era possível conversar com pessoas e baixar arquivos. Era uma micro internet com diversas informações interessantes e importantes.

Um dia eu me conectei ao BBS e tive uma ótima surpresa, ao ler o menu principal notei uma nova opção, email. E simples assim foi o meu primeiro contato com a internet.

As informações chegavam através do meu impressionante modem de 2400kbps. Me recordo até hoje, após aqueles barulhos de conexão discada, a tela de boas vindas da BBS era desenhada na tela, linha a linha, como se fosse um pintor passando o rolo de tinta naquele exato momento. Eu achava impressionante a forma como podíamos nos comunicar através do computador com pessoas que estavam espalhadas por toda cidade.

Não demorou muito para as BBS se tornarem provedores de internet ofertando acesso discada. O primeiro site que acessei foi o Yahoo!, fiquei horas navegando e aproveitando cada minuto, pois naquela época, eu pagava uma mensalidade por algumas horas de acesso, algo em torno de 15 à 20 horas, e como o acesso era lento, você aproveitava cada linha de uma página, afinal ela demorava vários minutos para carregar.

Os sites eram praticamente mono-cromáticos, com o fundo branco ou cinza, fonte preta e links azuis. Usar imagem era uma afronta ao usuário, já que a maioria das pessoas não possuía uma conexão rápida suficiente. Eram todos verticais e bem compridos. Isso porque a linguagem html naquela época, estava nas suas primeiras versões, não existia tantos recursos como existem hoje.

O primeiro livro da minha vida foi um de html. O autor era o típico nerd, óculos grandes e fundo de garrafa, cabelo praticamente blackpower e um grande sorriso no rosto.

Eu comi aquele livro, foi fantástico aprender como fazer sites. Nesta época o html já estava em uma versão um pouco mais evoluída, já suportava tabelas, frames e imagens. Foi nesta mesma época que aprendi a utilizar os programas de edição de imagens, então meus primeiros sites já saíram um pouco mais bonitos do que os tradicionais mono-cromáticos.

Mas mesmo assim, conseguíamos dividir as funções, naquela época a pessoa que fazia site era chamado de webmaster, era um designer que projetava tudo e com um editor qualquer, transformava muito rapidamente um belo design em html, que era posteriormente entregue ao programador, que faria toda a interação com o usuário.

A criatividade das pessoas evoluiu mais rápido do que a própria tecnologia, então começaram a aparecer sites cada vez mais bonitos e interativos. O único problema é que o html nunca havia sido pensado para ser utilizado daquela forma, o que causou um problema muito grande pois os códigos começaram a ficar enormes, com centenas de tabelas, difíceis de entender e caros para manter.

Com esse problema em mãos, a w3c, organização que define os padrões da internet, teve que trabalhar na evolução das linguagens. Nasceu então o CSS, uma forma de criar estilos para o HTML, que por sua vez também evoluiu bastante. Apesar de ter ajudado, não foi suficiente, exatamente por isso que o HTML5 e o CSS3 estão em desenvolvimento, para tentar de uma vez por todas resolver este problema que a muito tempo se arrasta.

Acontece que todo esse movimento criou um problema muito grande no mercado. Os designers que antigamente conseguiam desenvolver o layout e também converter seus designs para HTML, hoje já não conseguem, pois ficou tão complicado que chega a quase ser uma programação para um designer.

O programador então teve que colocar a mão na massa, mas a maioria deles odeia, porque não é uma programação em si e existem muitos detalhes de design, onde é necessário cortar imagens, definir fontes, bordas, posicionamento, alinhamento, etc.

Infelizmente os programas não fazem este trabalho bem feito, e como o programador é o responsável por receber o produto transformado, seu terror é receber designs cortados com programas, o mais famoso deles é o Dreamweaver da Adobe, que gera um código muito grande, ineficiente e péssimo de manter. O resultado é tão ruim, que normalmente todo o trabalho é jogado no lixo e refeito manualmente.

Quando contratamos um designer aqui na Vex, o problema surgiu imediatamente: Quem cortaria o design?

A resposta foi imediata: Os programadores, é claro.

E assim foi feito. Nenhum deles ficou feliz, pois como eu disse isso não é programação, e o tempo que eles estavam levando para fazer finalizar o trabalho, estava altíssimo.

O designer começou a ficar triste, porque ele fazia um trabalho de excelente qualidade e o resultado não refletia exatamente o que ele tinha feito, afinal o bom corte de design tem que ser uma replica perfeita do trabalho inicial do designer.

Então ele me chamou para conversar e disse: “Não faz sentido você ter um bom designer se você não cortar com perfeição”. E ele tinha total razão.

Foi então que tomei a decisão de terceirizar todo corte de design aqui na Vex. O designer faz todo a criação, enviamos o PSD para corte e em poucos dias recebemos o design cortado.

O resultado é um documento seguindo os padrões da w3c, desenvolvido manualmente, com marcação semântica, extremamente organizado e bem codificado, em XHTML 1.0 Strict, CSS, compatível e testado em todos os principais browsers, com SEO em mente e bem otimizado.

Foi uma das melhores decisões que já tomamos, o designer ficou feliz porque seu trabalho continuava perfeito, mesmo após o corte.

Os programadores ficaram felizes porque não precisavam mais fazer coisas que não eram de programação, além disso recebiam o site muito bem codificado e estruturado, pronto para iniciarem a programação.

Os coordenadores e eu, ficamos muito felizes, pois todos os funcionários ficaram mais satisfeitos e nós pudemos diminuir o tempo com o corte de designs e aumentar a qualidade dos trabalhos. Economicamente foi muito interessante, pois pudemos nos concentrar na criação e programação, e o que nos dava mais trabalho ficou transparente, gerando uma economia enorme.

Se você produz sites, talvez não saiba, mas pode estar passando pelo mesmo problema, perdendo bastante tempo e dinheiro. Recomendo que terceirize os cortes de design da sua empresa.

Minha recomendação de empresa é o CSS Gurus, que faz um trabalho rápido e de excelente qualidade: