Politics


28
dez 09

Grátis custa caro

Palhaço

Foto de Lídia Ramalho

Maldita invenção de Nizan Guanaes, Aleksandar Mandic e Matinas Suzuki quando fundaram o iG, com a idéia de dar internet discada grátis para todos. Lembro-me bem, janeiro de dois mil, o grupo inicia suas atividades de forma gritante, um cachorrinho branco se torna celebridade instantânea e cativa a todos.

O iG não foi o primeiro a ter essa idéia de internet grátis, mas certamente foi o primeiro a abalar o mercado. Em uma época onde a banda larga só estava engatinhando, o iG atingiu de forma meteórica, grande popularidade.

Os usuários davam saltos de alegria, por outro lado, os diretores dos provedores concorrentes, enchiam a cara em bares de esquina e pensavam se deveriam pular janela abaixo.

Contra atacaram, denunciaram concorrência desleal, quando não conseguiram vencer, juntaram-se a ele. O UOL lançou o NetGratuita, a StarMedia lançou o Gratis1 e todos que fizeram o mesmo, quebraram.

Em pouco tempo a crise estava lançada, a aposta de retorno rápido com publicidade em seu portal, foi como um submarino por agua abaixo, apesar de continuar demonstrando força, como a compra do super11.net e o lançamento de novos produtos em seu portal, iniciaram manobras para sair do vermelho. Diversos funcionários demitidos e vários planos adiados ou modificados.

Estava provado que o modelo de internet grátis era impossível de se sustentar, alteraram então o plano de negócios e correram atrás da rentabilidade e o tempo perdido, alterando seu nome de Internet Grátis, para Internet Group.

Na última eleição para prefeitura de São Paulo, em 2008, um dos candidatos disse que iria colocar internet grátis para toda população. No embalo, a Infraero anunciou que colocaria internet grátis em todos os aeroportos.

Como diz o velho ditado, “Grátis! Até injeção na testa”. Quem não quer algo grátis? Nós todos temos plano de saúde grátis, segurança e educação grátis, e funcionam bem, não é? Além disso eu gostaria muito de ter internet grátis na minha casa, telefone celular grátis, e quem sabe também, massagem grátis quando eu chegar cansado do trabalho.

Como se não faltassem coisas para melhorar na cidade de São Paulo, lançam um projeto que custará milhares de reais para implantar e mais milhares de reais por mês para manter. Se vocês gostaram do projeto, então quer dizer que concordam que internet grátis vem primeiro do que, moradia, saúde, segurança, transporte e saneamento?

Em meio a uma crise aeroportuária onde tivemos que relaxar e gozar por diversas vezes, recém passado por um dos piores acidentes do mundo, onde não saiu um sobrevivente e mais de duzentas pessoas morreram, entra em prioridade máxima, o que? Internet grátis! Onde o governo investirá os mesmos milhares de reais para implantar e mais milhares de reais para manter. E pela felicidade de todos, também acredito que vocês concordam com isso, não é?

Se é para dar internet grátis, dê para quem precisa, até hoje tento entender onde o Brasil crescerá dando internet para executivos que já têm computador e internet banda larga no celular, em casa e no escritório.

Além disso, se a internet é grátis, a demanda será infinita, e eu que pagarei com meus impostos o link internet milionário para suprir a demanda dos usuários? Ou nós teremos um imposto chamado internet grátis, ou a qualidade será tão ruim que será impossível de utilizar, assim como nosso plano de saúde e educação grátis.

Eu quero internet grátis para diminuir o rombo digital, educacional e cultural que existe no Brasil. Quero ver projetos que sejam conscientes, pensados, e não mais uma forma de políticos ganharem espaço na mídia.

O que fizeram foi absurdo, irreal, receberemos caviar, mas o que precisamos mesmo é arroz e feijão. Distraíram-nos por um minuto para esquecermos que tudo que o Brasileiro tem direito em sua vida, não funciona, ou que ainda estamos em uma crise aeroportuária.

E eu digo com pesar, funcionou, vocês caíram direitinho!


26
dez 08

How can someone trust IEEE?

“Check out the paper Towards the Simulation of E-commerce by Herbert Schlangemann, which is available in the IEEEXplor database (full article available only to IEEE members). This generated paper has been accepted with review by the 2008 International Conference on Computer Science and Software Engineering (CSSE). According to the organizers, ‘CSSE is one of the important conferences sponsored by IEEE Computer Society, which serves as a forum for scientists and engineers in the latest development of artificial intelligence, grid computing, computer graphics, database technology, and software engineering.’ Even better, fake author Herbert Schlangemann has been selected as session chair (PDF) for that conference. (The name Schlangemann was chosen based on the short film Der Schlangemann by Andreas Hansson and Björn Renberg.)”

Quality is not important anymore, money is talking louder then anything, this amazing piece of software showed us, not how advanced artificial intelligence is reaching, but how stupid we are for accepting a fragile revision and acceptance system of the scientific community.


16
fev 08

Sicko

Better late, then never. In my vacations I watched Sicko, Michael Moore’s movie about heath care in the United States. He shows a number of situations where it simply doesn’t work.

People that has a private plan and got rejected when a serious decease like cancer appeared, or even people that were pretty well, but had their lungs burned because they wanted to save lives after the 09/11 accident.

A comparison is made to a different health care system applied in countries like, Canada, United Kingdom, France and Cuba. The idea is simple, everybody pays taxes and this includes health care, the same for everyone, if you are healthy you pay for those who aren’t.

In the private model, the idea is to reject more people to make more revenue, this kill people, in the public plan the idea is to make people more healthy to make more revenue, this save people.

It’s a complicated move for a country that has a private model, but it’s statistically proved that works better then the private model, people are healthier, has a better quality of life and live longer.


12
dez 07

Brazilian Political Model and the CPMF

It’s very interesting how the Brazilian political model works, anyone is legitimate to create a party, an interesting project with enough people interested and you might be approved, today we have around 26 parties in Brazil.

Generally speaking the objective of the politicians is to represent the population and take decisions in their benefits. Unfortunately what you see and hear from them it’s not it, once they need you to put them upstairs they do anything for you, when they are there, they forget you.

Today is happening something very interesting that clearly shows it, we have a temporary tax called CPMF, it’s based on the financial transactions you do, every cent you move 0.38% is for CPMF, everyone in the country is affected and should be over on December 31 of 2007, but might be prorogued by 4 more years if voted so.

We have a party that is very strong, might have the majority of the votes, their decision was to vote for not proroguing it, it’s clear that they are doing this not thinking in the benefits of the population, but creating a strategy to make their opponents weaker.

My question is, would they make this same decision if they were in the power?